NORMATIZAR O TURISMO É O DESAFIO DA NOVA GESTÃO EM PERUÍBE

  • 06/10/2020

NORMATIZAR O TURISMO É O DESAFIO DA NOVA GESTÃO EM PERUÍBE

Peruíbe, no litoral paulista, enfrenta atualmente um dos problemas mais comuns em cidades litoraneas: a dependência quase que exclusiva da geração de renda na praia. Seja por falta de comunicação ou por falha na gestão pública, nos períodos de chuva ou inverno, a cidade acaba não recebendo tantos turistas.

Peruíbe é um dos 15 municípios paulistas considerados estância balneária. Por isso, é garantida à cidade uma verba maior do estado para a promoção do turismo. Segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tem cerca de 59 mil moradores.

Economicamente, Peruíbe depende do setor público e do turismo. Com infraestrutura de hotéis, pousadas, campings e colônias, acaba sendo uma das cidade mais visitadas da Baixada Santista. Conta com 32 km de litoral, com belas praias e índices baixos de poluição.

Conforme a tesoureira da Associação Comercial da cidade, Meyla Abrahim, muito tem se discutido em relação ao futuro do turismo nos municípios do Litoral Sul.

Ela afirma que, em Peruíbe, há uma necessidade de normatização e ordenação dos atrativos que a cidade possui, um dos maiores desafios para a próxima gestão. “Temos hotéis e uma série de segmentos, mas, hoje, não temos uma fiscalização efetiva para o desenvolvimento turístico da cidade”, explica.

Meyla afirma que, quando há a normatização, há regras, que fazem com que, por exemplo, quiosques não funcionem de forma desorganizada, com música alta e aglomerações durante a madrugada. “Isso faz com que o turista deixe de vir. Ele acaba procurando outro local que tenha organização, onde ele possa desfrutar plenamente do turismo”, diz.

A capacitação de monitores, uma central ativa de informações turísticas e uma organização maior dos comércios seriam formas práticas de resolver alguns pontos, de acordo com a tesoureira.

Para ela, a implantação de mais fiscalização e segurança, aliada a um plano turístico atrativo e receptivo, faria os turistas retornarem sempre. “O turista vai à praia, mas não tem uma organização. Durante o dia, tem racha de motos, aglomeração e som alto. O grande desafio vai ser fazer o turista não só vir, mas retornar à cidade”, analisa Meyla, que enxerga como uma vantagem os dispositivos que a cidade já possui.

“Temos um aquário, que muitos não conhecem. O calendário de eventos é muito importante, fora os comércios e feiras, que tornam a cidade atrativa não apenas em alguns meses do ano”, conclui.

Para o presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Eduardo Rodenas, a cidade é bonita e tem muitos leitos de hotel. A Estação Ecológica de Juréia-Itatins também pode ser mais explorada, mesmo as pessoas tendo como referência apenas a praia.

“Muitas pessoas perguntam o que tem na cidade e o que pode ser feito. Precisamos criar um plano de divulgação da riqueza que é Peruíbe, não apenas ter como referência a praia”, conta Eduardo.

Para ele, um setor bem organizado, com guias turísticos, poderia gerar, além de emprego, maior retorno e fluxo de pessoas à cidade. “Temos escolas que formam essas pessoas, e não há muito campo de trabalho. A região de Peruíbe tem uma questão de cidade turística, não só para a temporada, mas no ano inteiro. Queremos o bem da cidade e fazer o melhor possível para o movimento, renda e oportunidades”, finaliza Eduardo.

Fonte : G1

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